Tempo para o evento:
Detalhes
Espetáculo
teatral: “A Dança do Urubu e o Mimizinho Curandô” com a Grilo
Brincante/Matakiterani (Lages/SC), no Grande Teatro
Entre
o pó da madeira e o fio da memória nasce o espetáculo “A Dança do Urubu e
o
Mimizinho Curandô”, unindo teatro de bonecos aos saberes da tradição oral. A
montagem celebra a trajetória de Miguel Antunes de Freitas, o Mestre Mimi, e a
trama narra sua infância, revelando como o pequeno “Mimizinho” enfrentou
desafios para realizar seus sonhos.
Inspirado
na vivacidade do Teatro de Mamulengo, o espetáculo expande as fronteiras da
tradição oral através do teatro de bonecos popular. Com uma estética
profundamente ligada ao território serrano, a montagem utiliza personagens
esculpidos em serragem, dando corpo e textura à história reinventada de Mestre
Mimi. O resultado é uma dramaturgia original que transforma resíduos de madeira
em poesia visual, garantindo que o legado do Mestre continue a pulsar no
imaginário das novas gerações.
Ficha
técnica
Concepção:
Adilson Freitas
Direção:
Maria Fernandes
Dramaturgia,
bonecos, adereços e cenário: Adilson de Oliveira Freitas e Maria Fernandes
Brincante
bonequeiro: Adilson Freitas
Confecção
dos figurinos: Maria Celi Rosa Machado
Empanada
e cenografia: Morgana Oliveira
Confecção
da empanada: Marcio Machado
Trilha
sonora original: Adilson Freitas e Cleyton de Bará
16h05min - “Entre a pele
e a palavra” com Margarita García Robayo (Colômbia) e Adriana Lunardi (Rio de
Janeiro/RJ), no Pequeno teatro
Mediação de Luciana
Tiscoski
Atração com tradução
simultânea
Duas
das vozes mais originais da literatura contemporânea latino-americana se
encontram para discutir o que há de mais íntimo e urgente em suas obras: a
forma como a linguagem pode capturar (e às vezes trair) vidas e personagens.
A
colombiana Margarita García Robayo constrói narrativas em que o deslocamento
geográfico e afetivo se traduz em uma prosa de precisão cirúrgica. Suas
protagonistas habitam zonas de desconforto (mulheres entre países, entre
classes, entre versões de si mesmas). Adriana Lunardi ancora-se na linguagem e
numa temporalidade muito própria: sua escrita explora a íntima correlação entre
o ambiente físico e as paisagens interiores de suas personagens. Nesta
conversa, as duas autoras refletem sobre os desafios de narrar e as suas
escolhas formais. Entre o realismo visceral e a delicadeza da linguagem, García
Robayo e Lunardi colocam em diálogo duas poéticas que, partindo de lugares
distintos, chegam à grande pergunta: o que se perde (ou se salva) quando se
coloca em palavras a dor, a morte e o amor?
Margarita García Robayo nasceu em Cartagena das Índias,
Colômbia. Viveu entre Europa e América até se fixar em Buenos Aires. Sua obra
foi traduzida para mais de dez idiomas, incluindo inglês, francês, italiano,
turco, hebraico, islandês, dinamarquês e chinês. Em 2018, a coletânea “Fish
Soup” foi eleita pelo The Times como um dos melhores livros do ano
no Reino Unido, e em 2020 o romance “Holiday Heart” recebeu o English
PEN Award. No Brasil, foram publicados três livros, todos pela editora Moinhos:
“A encomenda” (2024), “Coisas piores” (2023) e “Até que passe um furacão”
(2022). Em 2026 a editora espanhola Anagrama lançou “Primera persona”, uma
coletânea de seus contos escritos entre 2011 e 2025. Adriana Lunardi é autora
de “Contos céticos” (2024), “A vendedora de fósforos” (2011), “Corpo
estranho" (2006) e “Vésperas”. Foi publicada na França, em Portugal e
na Argentina, entre outros países. Recebeu os prêmios Açorianos, Biblioteca
Nacional para Obras em Andamento, Fumproarte e Icatu de Artes. Seu livro
“Vésperas” é leitura indicada nos vestibulares UDESC 2026 e UFSC 2027. É
coautora do seriado de TV “Ilha de Ferro” (Globo, 2019). Nasceu em
Xaxim, no oeste de Santa Catarina, e vive no Rio de Janeiro/RJ.
Ingressos disponíveis em https://www.sympla.com.br/evento/a-danca-do-urubu-e-mimizinho-curando-2a-bienal-internacional-de-literatura-de-jaragua-do-sul/3504447