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JOÃO BOSCO VEM A CURITIBA COM A TURNÊ DE SEUS 80 ANOS: O ENCONTRO COM A HISTÓRIA DA MPB
“Para celebrar a vida, repleta de sucessos em mais de cinco décadas de carreira, o artista volta aos palcos com a turnê que revive seus grandes clássicos e traz novidades. A parada na capital paranaense acontece no dia 16 de outubro em única apresentação no palco do Guairão. Venda de ingressos inicia nesta quinta (09.07) no Disk Ingressos”.
Com mais de cinco décadas de carreira, 40 álbuns lançados e clássicos que se tornaram patrimônio cultural do Brasil, João Bosco chega aos 80 anos esbanjando vitalidade criativa. Para coroar essa trajetória brilhante, o artista realiza turnê inédita pelo país. Com realização da Prime, Tacatinta, Sassaô Produções e MRG, o cantor, compositor e violonista vem a Curitiba no próximo dia 16 de outubro para única apresentação no Teatro Guaíra (R: Conselheiro Laurindo, 175) às 21h15.
Será uma experiência intensa e sofisticada ao som de hinos que moldaram gerações, como “O Bêbado e a Equilibrista”, “O Mestre-Sala dos Mares”, “Bala com Bala” e “Kid Cavaquinho”. Se fora dos palcos ele cultiva a discrição, em cena sua potência se revela em plenitude, conduzindo o público por uma jornada profundamente brasileira.
Embalado pelo sucesso de público e crítica de sua última turnê, este espetáculo marca também o lançamento de um projeto especial de releituras com grandes nomes da música. É a prova viva de que a genialidade de João Bosco segue em permanente reinvenção.
No início do ano, João Bosco realizou uma bem-sucedida turnê de jazz nos Estados Unidos. Agora percorre o país com shows que revisitam a trajetória e carregam também um olhar para o que está sendo criado. Um dos projetos para as oito décadas é o álbum “Amigos novos e antigos”, com duetos ao lado de Chico Buarque, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo, Mart’nália, Tiago Iorc e Jota.Pê, entre outros.
Mais sobre João Bosco
Nascido em Ponte Nova, Minas Gerais, em 1946, João Bosco começou a tocar violão aos 12 anos, incentivado pela família. Um de seus primeiros parceiros foi Vinicius de Moraes, que o encorajou a ir para o Rio de Janeiro. Em 1971, conheceu o letrista Aldir Blanc, com quem fez uma série de geniais parcerias — “Bala com Bala”, “De Frente Pro Crime”, “Kid Cavaquinho”, “Caça à Raposa”, “Falso Brilhante”, “O Rancho da Goiabada”. Blanc morreu em 2020, durante a pandemia, mas a obra construída pela dupla permanece como um dos pilares do cancioneiro brasileiro.
“O Bêbado e a Equilibrista”, gravada em 1979, foi uma canção de protesto político composta no período da ditadura militar. Nela, Bosco e Aldir Blanc defendiam a anistia dos exilados políticos e abordavam a tortura e a morte durante o regime, incluindo o caso do jornalista Vladimir Herzog. A canção virou hino de uma geração e permanece até hoje como um dos marcos da música de resistência no Brasil.
Ingressos disponíveis em https://www.diskingressos.com.br/evento/3022/16-10-2026/pr/curitiba/show-de-joao-bosco