O Homem Decomposto (Não Será Permitida a Entrada Após o Início do Espetáculo) em Rio de Janeiro

O Homem Decomposto (Não Será Permitida a Entrada Após o Início do Espetáculo) em Rio de Janeiro


Tempo para o evento:

0
0
0
0
dias
0
0
0
0
horas
0
0
0
0
minutos
0
0
0
0
segundos

Detalhes

Teatro Poeira Apresenta:


 


''O homem Decomposto''


Temporada: 10 de março a 29 de abril 2026


 


 


O HOMEM DECOMPOSTO


▹texto de Matéi Visniec | direção de Ary Coslov


▹com Dani Barros, Guida Vianna, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges


 


Um dos nomes mais importantes do teatro contemporâneo, o franco-romeno Matéi Visniec é autor premiado de cerca de quarenta peças representadas em mais de trinta países pela Europa, além do Brasil, Estados Unidos, Japão e Turquia. 


A peça, composta por uma sucessão ágil de histórias curtas, lança mão do humor e do absurdo para desvelar um mundo de incomunicabilidade e isolamento, onde os seres sociais se estranham continuamente e não conseguem discernir de quem e de onde vêm as forças opressoras.


Pequenas histórias com um, dois ou mais personagens se sucedem em ritmo vertiginoso apresentando pessoas que se estranham mutuamente, não conseguem se comunicar, e vivem numa busca incessante por se protegerem umas das outras. 


Numa história, vemos cidadãos que, para garantir sua tranquilidade e segurança, chegam mesmo a se isolar dentro de estranhos círculos invisíveis onde nenhuma outra pessoa pode penetrar. Em outra, a cidade é tomada por uma invasão de borboletas carnívoras que ameaçam a população. Há ainda a história da empresa que oferece serviços de lavagem cerebral para libertar as pessoas dos seus sofrimentos. Ou do senhor que anda pelas ruas com seu animalzinho de estimação que somente se sacia comendo pessoas, o que não causa estranhamento nenhum, a não ser cócegas, na mulher que está sendo devorada.


Mesmo em plena distopia, a poesia se faz presente em momentos onde os personagens, diante dos estranhos acontecimentos, conseguem se conectar com a natureza, refletir sobre o divino e a sua existência, falar do amor. Tudo ao mesmo tempo.


Assim se sucedem, diante dos olhos do público, os flashes dessa sociedade de um tempo indeterminado que pode ser o futuro. Não sabemos. Entre o humor e o susto, entre a poesia e o cinismo, se desenham as metáforas deste mundo imaginado por Visniec, que em muitos aspectos se parece bastante com o atual.


“Matéi Visniec é um dos dramaturgos mais importantes da atualidade. Escrito em 1993, ‘O Homem Decomposto’ é um de seus textos mais importantes, não só por conta de sua estrutura criativa como também por sua atualidade surpreendente, falando de coisas que abalam a vida do ser humano nos dias de hoje, embora tenha sido escrita há mais de 30 anos. Dirigir essa peça, com um elenco de primeira linha, me deixa muito feliz e faz com que eu me sinta um privilegiado, por poder dirigi-la nesse momento tão especial da história da humanidade.”, celebra o diretor, Ary Coslov.


 


BREVE SINOPSE


Numa sucessão de histórias curtas, através do humor e do absurdo, homens e mulheres de uma estranha sociedade não conseguem se comunicar, e criam sistemas cada vez mais absurdos e complexos para se protegerem uns dos outros. 


 


 


MATÉI VIESNIEC – autor


É autor de cerca de quarenta peças de teatro representadas em toda a Europa e também no Brasil, nos Estados Unidos, no Japão e na Turquia. Nascido na Roménia em 1956, Matéi Visniec descobriu muito cedo na literatura um espaço de liberdade. Na sua juventude, inspirou-se em Kafka, Dostoievski, Camus, Beckett, Ionesco, Lautréamont. Naquela época, na Romênia do ditador Nicolae Ceausescu (1918-1989), apreciava sobretudo os surrealistas, os dadaístas, as narrativas fantásticas, o teatro do absurdo e do grotesco, a poesia onírica e até o teatro realista anglo-saxônico. “Em suma – afirma – quase toda a experiência literária, exceto o realismo socialista imposto pelo poder”.


Mais tarde, tendo partido para Bucareste para estudar Filosofia, tornou-se muito ativo no seio da geração de 1980 que alterou a paisagem poética e literária da Roménia. Tendo-se tornado autor proibido no seu país natal, Matéi Visniec escolheu o exílio em 1987. Conseguiu partir para França, onde obteve o estatuto de refugiado político e, mais tarde, a nacionalidade francesa. Começou a escrever diretamente em francês a partir de 1990 e trabalhou como jornalista em Paris, na Rádio France Internationale, entre 1990 e 2022.



Após a queda de Ceausescu, Matéi Visniec tornou-se o autor mais frequentemente encenado na Romênia. Viveu sempre entre a França e a Romênia, entre o Leste e o Oeste, entre duas culturas, duas línguas e duas sensibilidades. 


“Profundamente ligado aos valores da União Europeia”, Matéi Visniec considera-se “um autor engajado, humanista, de cultura universalista”. Continua a acreditar na resistência cultural e na capacidade que a literatura tem de demolir totalitarismos e ideologias tóxicas, bem como “as novas formas de lavagem cerebral criadas pela sociedade de consumo e pela indústria de entretenimento”.



As suas peças escritas em francês estão publicadas pelas editoras Actes Sud-Papiers, Lansman, Espace d’un Instant, Non Lieu, L’oeil du Prince. Traduzidas em várias línguas, as suas obras foram encenadas em cerca de trinta países. Visniec é também autor de vários livros de poesia, de seis romances e de um livro de contos. A sua atividade literária foi laureada com vários prêmios, entre os quais o Prêmio Europeu da Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos de França e o Prêmio Jean Monnet das literaturas europeias.


 


ARY COSLOV - diretor


Ary Coslov nasceu no Rio de Janeiro e começou sua carreira como ator em 1963 com a peça “Aonde vais, Isabel?”, de Maria Inês de Almeida, no Teatro Jovem. Até 1980, atuou em mais de 20 peças, entre elas “Mortos sem Sepultura” de Jean-Paul Sartre (1964); “A Bossa da Conquista”, de Ann Jellicoe (1966); “Tango”, de Slawomir Mrozeck (1972); e “A Fila”, de Israel Horowitz (1978). Depois de 30 anos, voltou ao teatro como ator em 2010 com a peça “Produto”, de Mark Ravenhill. Participou também de uma das montagens de “A Estufa”, de Harold Pinter (2014), e de “A Última Ata”, de Tracy Letts (2022).


Como diretor, estreou em 1977 no Museu de Arte Moderna com “Palácio do Tango”, de M. Irene Fornès, e desde então dirigiu mais de 35 peças, estando entre as mais recentes “A Estufa”, de Harold Pinter (Teatro Laura Alvim, 2015); “Entre Corvos”, espetáculo sobre Antonin Artaud (Teatro SESC, 2016); “O Amor perdoa tudo”, de Fabricio Carpinejar e Claudia Tajes (Teatro Leblon, 2016); “Ivanov”, de Anton Tchekov (Teatro Ipanema, 2017); “Meus Duzentos Filhos”, de Miriam Halfim (Centro Cultural Justiça Federal, 2018). Com “Traição”, de Harold Pinter, grande sucesso no Teatro Solar de Botafogo, recebeu os prêmios Shell e APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) como Melhor Diretor de Teatro de 2008. “O Inoportuno”, também de Pinter, estreou em novembro de 2018 no Teatro dos Quatro, peça com a qual foi indicado ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Diretor. Em 2019, dirigiu “Freud e Mahler”, de Miriam Halfim (Centro Cultural Justiça Federal); em 2020, “Uma Relação Tão Delicada”, de Loleh Belon (Teatro Vanucci); “O Homem do Planeta Auschwitz”, de Miriam Halfim (Teatro Laura Alvim); “Entre Corvos”, de Marcelo Aquino e Ary Coslov (Teatro SESC, 2024); “Maestro Selvagem”, de Miriam Halfim (Teatro CCJF, 2024).


Atuou na televisão como ator em diversos programas e novelas desde 1963 e tornou-se diretor a partir de 1979. Dirigiu mais de 50 produções entre novelas, seriados, minisséries e musicais como “Paraíso” (1982), “Louco Amor” (1983), “Carga Pesada” (1979-1980, 2003-2005), “Explode Coração” (1995), “Por Amor” (1997), “Vida ao Vivo Show” (1998), “Mulheres Apaixonadas” (2002), “Senhora do Destino” (2004), “Duas Caras” (2007), “Fina Estampa” (2011) e “Guerra dos Sexos” (2013), todas na TV-Globo. “Marquesa de Santos (1984), “Tudo em Cima” (1984), “Tamanho Família” (1985), “Corpo Santo” (1987), na TV Manchete. E ainda, no exterior, “El Hombre Que Debe Morir”, de Janete Clair, (TV Panamericana, Lima, Peru, 1989) e “El Magnate”, de Manoel Carlos (Capitalvision Productions -Telemundo, EUA, 1990).


 


Ficha técnica


Texto: Matéi Visniec


Tradução: Luiza Jatobá


Direção: Ary Coslov


Elenco: Dani Barros, Guida Vianna, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges 


Figurino: Wanderley Gomes 


Desenho de Luz: Aurélio de Simoni 


Direção de Movimento e Preparação Corporal: Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia 


Trilha Sonora: Ary Coslov 


Assistência de Direção: Johnny de Castro


Operador de Som: Gabriel Fomm


Programador Visual: Isio Ghelman


Fotografa: Nil Caniné 


Mídias Sociais: Rafael Gandra


Produção Executiva: Bárbara Montes Claros 


Direção de Produção: Celso Lemos


Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação - João Pontes e Stella Stephany


 


SERVIÇO: 


 


Comédia dramática fragmentada


Duração:75 minutos


Clacificação: 14 anos 


 


Local : Teatro Poeira - Rua São João Batista, 104 – Botafogo 


Horário: Terça e Quarta 20hs


          


Ingressos:

R$-80,00 - inteira
R$-40,00 - meia-entrada
 

Métodos de pagamentos na Bilheteria


Dinheiro 


Crédito


Débito


Pix


Horário da Bilheteria                                         


Terça a sábado, 15:00hs as 20:00hs                      


Domingo, 15:00 as 19:00hs                                    


Rua São João Batista, 104 – Botafogo                    


Telefone: (21) 2537-8053                


 


 



Ingressos disponíveis em https://bileto.sympla.com.br/event/115597

Local

Teatro Poeira
R. São João Batista, 104

Mais eventos em Rio De Janeiro


Recomendado para você