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Clube do Choro de Brasíliaapresenta
NELSON FARIA e SANDRO HAICK
em
Talking Standards – Volumes 1 e 2
Os guitarristas Nelson Faria e Sandro Haick unem-se pela primeira vez em álbum instrumental no qual recriam clássicos internacionais e brasileiros em volumes distintos.
Uma conversa pode prescindir de palavras. Sobretudo quando envolve dois dos nossos melhores instrumentistas. Eles são também dois dos mais respeitados guitarristas brasileiros da atualidade. E prestam agora um serviço à música ao gravarem juntos pela primeira vez. Nelson Faria e Sandro Haick unem suas guitarras em Talking Standards (Bobo Records). O álbum foi gravado em Bari, Itália, e desdobra-se em dois volumes. Enquanto o primeiro traz recriações de temas estrangeiros, o segundo elenca releituras de composições brasileiras. O álbum foi produzido pelo também guitarrista Antonello Boezio e chega ao público em diferentes etapas: às plataformas digitais, no dia 22 de agosto, e, em setembro, sai em CD e em vinil, num álbum duplo tanto no Brasil quanto na Itália.
O álbum traz 14 faixas, sete em cada volume. O primeiro reúne recriações para temas imortalizados por lendas do jazz e da composição para trilhas de cinema. Entre os celebrados estão Thelonious Monk (“Round Midnight”), Sonny Rollins (“Tennor Madness”) e a dupla Miles Davis e Bill Evans, de quem escolheram “Blue in Green”. O volume dedicado ao Brasil traz Milton Nascimento (“Tarde”, esta com Marcio Borges) e três mestres com dois temas cada. São eles Tom Jobim (“Desafinado” e “Insensatez”); Dominguinhos (“Princesinha no Choro” e “De volta pro Aconchego”, esta com Nando Cordel) e João Bosco, presente com “Incompatibilidade de gênios” e “Papel Machê”, parcerias com Aldir Blanc e Capinam, respectivamente.
A admiração entre os guitarristas é recíproca e vem de longa data. Mas, curiosamente, eles só haviam levado um som juntos em fevereiro de 2019, quando Haick participou de “Um café lá em casa”, série apresentada por Nelson na web. Mas uma guitarra trataria de reaproxima-los. Em 2025, a fabricante de instrumentos Tagima deu continuidade à sua série de guitarras assinadas com um novo modelo: a Nelson Faria Signatures Jazzy 1. O instrumento foi lançado no Tagima Dream Team (TDT) com show de Faria. E, para alegria do homenageado, quem estava na banda era Sandro Haick que, multi-instrumentista tarimbado que é, estava ali como baixista. No mesmo ano, a Tagima também batizou com o nome de Haick uma de suas guitarras assinadas, a Tagima Haick-1. Com mais este elo em comum, veio deste a ideia para fazerem algo em que utilizassem os instrumentos com que foram celebrados. E por que não um álbum?
É importante abrir um parêntesis. Haick e Faria são também professores. E ministram aulas remotas que, volta e meia, atraem o interesse de músicos do mundo todo. O ano era então o de 2016 quando um certo guitarrista italiano inscreveu-se num curso oferecido por Haick. O instrumentista em questão era Antonello Boezio. Não demoraria para mestre e aluno tornarem-se amigos. Assim que soube que Sandro Haick e Nelson Faria pretendiam gravar juntos, Antonello prontificou-se a produzir o projeto. E ofereceu o MAST, seu estúdio-escola que é já referência em Bari, na região da Puglia, Sul da Itália. E para lá foram eles.
A lista de temas a serem gravados trazia originalmente 40 títulos. No aeroporto de São Paulo, de onde rumaram para a Itália, os músicos chegaram aos 14 temas que pretendiam gravar. Os dois volumes foram gravados em dois dias. Dois e 1/2 para ser mais exato. Os arranjos foram definidos no estúdio, e a grande maioria dos temas, registrados num único take, num resultado que deixou a todos satisfeitos.
“O disco foi todo gravado num clima muito descontraído, improvisado, numa dinâmica como o jazz pede. Tudo aconteceu de forma muito espontânea. Acho que este trabalho é o que toco mais à vontade em relação aos meus discos todos”, pontua Nelson, destacando também a alegria pelo encontro com Haick: “A fluência e a informação que o Sandro tem criam um ambiente em que você pode dar o seu melhor”.
O encontro no estúdio evidenciou algo que ambos já suspeitavam: eles ouviram os mesmos discos na juventude e frequentaram, portanto, as mesmas “escolas”. A fluidez e a dinâmica com que as peças são executadas é um ponto destacado por Haick. “Ao ouvirmos as faixas, chegamos a nos perguntar: essa levada foi minha ou sua? E isso só demonstra que estávamos a serviço daquela iniciativa”, explica Haick. “O resultado dessa união foi forte e ela acontece em prol da música”, arremata.
E não poderia ser diferente em se tratando de dois mestres nos ofícios que abraçaram.
O REPERTÓRIO:
Vol. 1
Stella by Starlight (Victor Young/Ned Washington)
Round Midnight (Thelonious Monk)
Tenor Madness (Sonny Rollins)
Blue in Green (Miles Davis/Bill Evans)
The Day of Wine Roses (Henry Mancini/Johnny Mercer)
Body & Soul (Johnny Green)
Solar (Chuck Wayne)
Vol. 2
De Volta pro Aconchego (Dominguinhos/Nando Cordel)
Incompatibilidade de Gênios (João Bosco/Aldir Blanc)
Tarde (Milton Nascimento/Marcio Borges)
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Insensatez (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
Papel Machê (João Bosco/Capinam)
Princesinha no Choro (Dominguinhos)
SOBRE NELSON FARIA:
Nascido em Belo Horizonte (MG), Nelson teve seu interesse pela música despertado em Brasília, onde cresceu e de onde saiu para estudar nos EUA. Ele graduou-se no Guitar Institute of Technology (hoje Musicians Institute). Ali, teve como mestres nomes como Joe Diorio (1936-2022) e Ted Greene (1946-2005), entre outros. E o que era talento foi aprimorado, ao longo dos anos, em projetos musicais que incluem diferentes plataformas, que abarcam também livros e a web. Requisitado por astros, nacionais e estrangeiros, e por orquestras (com as quais apresentou-se como solista), Nelson compartilha do seu saber com todos aqueles que desejam aprimorar-se no ofício. Três dos seus oito livros didáticos foram editados também nos EUA, Itália e no Japão. Seu pioneirismo e sua inventividade levaram-no a criar, em 2017, a Fica a Dica Premium, escola de música online com 40 professores e cerca de 2 mil alunos.
SOBRE SANDRO HAICK:
Dizem que o fruto não cai longe do pé. E com Sandro Haick não foi diferente. Filho do baterista Netinho, do grupo Os Incríveis, Sandro demonstrou aptidão à música aos 8 anos de idade e, aos 12, integrou o conjunto juvenil Bom Bom. Autodidata, aprendeu a tocar diferentes instrumentos consagrando-se – de fato – como um multi-instrumentista. Ele enveredou ainda pela direção artística e pela produção fonográfica, tendo, neste quesito, atuado por anos como produtor de Dominguinhos. O álbum “Conterrâneos”, produzido por Sandro, deu ao cantor e compositor o Prêmio TIM de Música na categoria Cantor e foi indicado ao Grammy Latino. Como professor, Sandro é frequentemente requisitado para aulas, cursos e masterclasses no Brasil e em países como Argentina, Estados Unidos, Itália, Turquia e Uruguai, entre outros.
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Ingressos disponíveis em https://www.bilheteriadigital.com/nelson-faria-e-sandro-haick-em-talking-standarts-volumes-1-e-2-24-de-novembro
Local
Clube Do Choro Brasília
Setor de Difusão Cultural