Homenagem a Aldir Blanc - Mariana Baltar e Água de Moringa - Casa do Choro em Rio de Janeiro

Homenagem a Aldir Blanc - Mariana Baltar e Água de Moringa - Casa do Choro em Rio de Janeiro


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Detalhes

É em julho de 2019 que escrevo este texto sobre “Os Arcos – Paixão e morte”, CD (e também álbum digital, disponível nas plataformas) que concretiza o plano anunciado há cinco anos. Seria compreensível que tanto tempo levasse à realização de um filme, não de um disco. Mas, nos dias brasileiros de hoje, a produção irrepreensível de um trabalho musical idem costuma ser longa e sofrida.


O amor de Mariana pela obra de Aldir Blanc não era passageiro, e ela não desistiu. Nunca percebi, em todos os e-mails recebidos, sinais de renúncia ao projeto. A cantora somou perseverança ao talento.

Sem ambos, “Os Arcos – Paixão e morte” não teria a qualidade que tem. Prova maior de seu empenho foi a localização, feita ao lado de outros participantes do projeto, da música que dá título ao CD. Trata-se de uma suíte composta por João Bosco e Aldir em 1971, quando a parceria estava no início e o violonista ainda vivia em Ouro Preto.

A peça foi registrada em 1973 para o disco “João Bosco”, o primeiro de sua carreira. Ganhou arranjo suntuoso de Luiz Eça, mas foi descartada pela gravadora RCA Victor porque durava nove minutos. Ocuparia quase um terço do LP.


MARIANA BALTAR
Cantora que se dedica tanto à tradição do cancioneiro quanto ao repertório contemporâneo, estreou em 2001 no projeto Gafieira Dance Brasil, criado por Paulo Moura e Cliff Korman.

Integrou por 5 anos o circuito da Lapa, no Centro Cultural Carioca, de onde foi fundadora.

Lançou, em 2006, o álbum Uma dama também quer se divertir (independente), sendo indicada ao Prêmio TIM 2007 (Revelação).

Seu 2º CD (Biscoito Fino, 2010) mistura o novo e preciosidades da música brasileira, como inéditas de Thiago Amud e regravações de Assis Valente e Wilson Moreira.

Seu 3º trabalho – Tresvarios (Tratore, 2013) – celebra a parceria dos compositores Luiz Flavio Alcofra e Mauro Aguiar.

O show de lançamento foi considerado pelo crítico belga Daniel Achedjian como um dos 10 melhores de 2013 do circuito Rio/São Paulo.

Em 2017, participou do álbum A Paixão Segundo Catulo (Selo SESC), um tributo a Catulo da Paixão Cearense, ao lado de Joyce, Leila Pinheiro e Claudio Nucci, entre outros.

Em 2019, participa da gravação e do lançamento de Espelho (Selo SESC), que reúne composições dos pianistas Cristovão Bastos e Maury Buchala, ao lado de Monica Salmaso, Renato Bras e Aurea Martins, e lança o álbum Os Arcos – Paixão e Morte em parceria com o grupo Água de Moringa.


ÁGUA DE MORINGA
O sexteto Água de Moringa, formado em 1989 a partir do encontro de estudantes numa prática de música de câmara na UniRio, é um dos mais longevos grupos em atividade na cena instrumental brasileira.


Tendo como filosofia o mesmo “espírito chorão” dos músicos do final do século XIX, que criaram uma nova linguagem e uma escola a partir da tentativa de tocar as músicas vindas da Europa, o Água construiu um perfil musical diferenciado e versátil, através de um repertório que transita do choro a peças contemporâneas.

A instrumentação tradicional pode assumir, assim, sonoridades surpreendentes, a partir da concepção do seu time de músicos e arranjadores de reconhecido destaque no cenário da música brasileira.


Ao longo de sua trajetória, o Água lançou seis CDs e vem se apresentando em festivais de choro, bienais de música contemporânea, ao lado de orquestras e de artistas como Wilson Moreira, Dona Ivone Lara, Walter Alfaiate, Aldir Blanc, Miúcha, João Bosco e Moacyr Luz, entre outros.

Em 2019, o Água comemora 30 anos de atividades com o lançamento de três álbuns: Água de Moringa – 30 Anos; Caderno Roubado, em parceria com o pianista e compositor Carlos Fuchs; e Os Arcos – Paixão e Morte, em parceria com a cantora Mariana Baltar.

O Água de Moringa é formado por:

Rui Alvim — clarinete, clarone e saxofone;Marcílio Lopes — bandolim, violão tenor e bandocello;Jayme Vignoli — cavaquinho;Luiz Flavio Alcofra — violão e viola caipira;Josimar Carneiro — violão de 7 cordas;André Boxexa — bateria e percussão.


FICHA TÉCNICA
Mariana Baltar voz
Rui Alvim clarinete, clarone e saxofone
Marcilio Lopes bandolim, violão tenor e bandocello
Jayme Vignoli cavaquinho
Luiz Flavio Alcofra violão e viola caipira
Josimar Carneiro violão 7 cordas
Andre Boxexa bateria e percussão



Ingressos disponíveis em https://www.sympla.com.br/evento/homenagem-a-aldir-blanc-mariana-baltar-e-agua-de-moringa-casa-do-choro/3525882

Local

Casa do Choro
Rua Da Carioca, 38

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